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Opinião


Acima do passo da economia Há alguns anos o setor brasileiro de tecnologia da informação tem se destacado no cenário internacional. Apesar dos excelentes resultados divulgados pela Índia – e reconhecidos mundialmente, o mercado global é enorme e, com certeza, tem um lugar especialmente reservado para o Brasil, que já mostrou ter potencial e qualidade para ocupá-lo. Apesar da retração da economia nacional, em 2009, a indústria brasileira de TI se manteve próspera e cresceu 7,8% (software, hardware e serviços) em relação a 2008. Para 2010, os números são ainda mais animadores e, segundo o IDC Brasil, as projeções apontam para uma expansão de aproximadamente 15%, na comparação com o ano passado. As empresas nacionais e as multinacionais com operações no país estão ansiosas para ocupar uma posição ainda mais estratégica no cenário internacional. O mercado está aquecido, o setor está empregando, as empresas estão se dedicando e investindo em programas de capacitação, treinamento e qualificação profissional. Cada vez mais empresas de capital internacional têm olhado para o Brasil e as brasileiras também têm caminhado rumo a novos mercados. As exportações de TI deram um salto nos últimos anos e passaram de US$ 2,2 bilhões em 2008, para R$ 3 bilhões em 2009. A expectativa para 2010 é de que a meta da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) seja alcançada e o setor chegue aos US$ 3,5 bilhões em exportações. De uma maneira geral, a iniciativa privada tem cumprido o seu papel. O que falta para o Brasil ser mundialmente reconhecido como um player estratégico em Tecnologia da Informação, no entanto, é uma participação mais ativa do governo. Um novo modelo tributário, que evite a formação de riscos trabalhistas; que altere o atual formato de contribuição em folha, para faturamento – reduzindo os encargos excessivos; e que institua um modelo eficiente de qualificação e formação de recursos humanos, com capacitação em língua estrangeira, especialmente, em inglês. A indústria tem crescido a um ritmo jamais visto antes, mas precisa de incentivos para não se perder pelo caminho. Com um setor mais bem regulado – principalmente nas questões de encargos sobre o trabalhador –, os custos dos serviços diminuiriam, a indústria seria mais competitiva e os números relativos ao crescimento seriam ainda mais surpreendentes. Cabe ao governo permitir, entretanto, que o mercado brasileiro de tecnologia da informação decole efetivamente e se transforme, de uma vez por todas, em um dos três centros estratégicos de TI no mundo. Com as mudanças, obviamente, o setor de TI ganharia muito, mas o país também teria muito a comemorar. O Brasil vive um momento único na esfera global e, por isso, deve reconhecer o quanto antes a importância dessa indústria para o desenvolvimento de sua população e, mais do que isso, para o desempenho de sua economia. O que pedimos, portanto, não é incentivo fiscal, mas sim uma melhor regulação desse setor, que hoje representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega mais de 1,7 milhão de pessoas. Temos clara convicção de que com a adoção de um novo modelo de encargos sobre o trabalho, as empresas do setor serão fortalecidas; os profissionais terão maior segurança contratual e o próprio governo poderá ampliar a base da arrecadação, sem perder receitas que financiam a Seguridade Social. Antonio Gil



 
    Opinião:
 

“Para 2010 os números são animadores. As projeções para o setor de TI apontam um crescimento de aproximadamente 15%, na comparação com 2009.”

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