|
Por: Thaís Trapp
A educação deve ser a prioridade para que o Brasil se torne mais competitivo. A conclusão é dos participantes do ?II Digital Leaders Forum: TIC para o desenvolvimento?, que aconteceu no último dia 09, em São Paulo, e reuniu líderes de grandes empresas, governo e terceiro setor. ?Tudo se constrói pela educação. Enquanto não conseguirmos colocar a educação no primeiro lugar das necessidades básicas da população, continuaremos ?rateando??, disse Jorge Gerdau, presidente fundador do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau.
A segunda versão do fórum tratou das prioridades e dos desafios para que o uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) possa contribuir para potencializar o desenvolvimento e a competitividade do País. Pautado por cinco temas centrais ? gestão pública, educação, capacitação profissional, inclusão digital e infra-estrutura ? o encontro foi marcado por discussões enérgicas, boas propostas e idéias semelhantes. ?Este é um debate inteligente a caminho do futuro. Usar o potencial dos recursos que as TIC nos possibilitam, é conjugar esforços à educação, à capacitação e à inclusão digital?, afirmou Gerdau.
O fato de que o fomento da competitividade do País depende de um programa de educação de qualidade, que envolva acesso ao ensino básico, capacitação profissional, eqüidade e ?ascensão? digital foram a base de todos os discursos praticados. ?No cerne de tudo, está a educação como o grande problema da sociedade brasileira. Ela é a base para um crescimento político permanente, estável e competente?, disse Maurício Botelho, presidente do Conselho de Administração da Embraer.
Parcerias entre os setores público e privado deverão disseminar a capacidade de inovação do País, além de torná-lo mais competitivo no mercado das TIC. Segundo Antônio Gil, presidente da Brasscom, a indústria de TIC no Brasil terá uma demanda de mais de 500 mil novos profissionais até 2011, sendo que desse total, cerca de 100 mil deverão estar completamente aptos na língua inglesa. ?O País forma apenas 30 mil engenheiros ao ano. A Índia forma 300 mil, mas apenas um, em cada três, estão 100% aptos ao mercado de trabalho. As TIC nos ajudarão a formar mais e melhores profissionais por meio do ensino à distância, com uma educação de qualidade?, disse.
|