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As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro receberam cerca de 30 executivos de grandes companhias mundiais, além de nove jornalistas e 12 analistas de mercado e formadores de opinião, durante o Brasscom Global IT Forum, que aconteceu entre os dias 8 e 10 de junho. Classificado como um dos maiores da indústria de TI para a América Latina, o evento foi realizado em conjunto com a Conferência Outsourcing América Latina 2010, do Gartner (Gartner Outsourcing Summit 2010 – Latin America). “Conseguimos atingir o nosso objetivo de fomentar a geração de negócios e mostrar o potencial do Brasil como um player estratégico para este setor”, diz Antonio Gil, presidente da Associação Brasileira de Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). “Estamos fazendo a lição de casa, mas ainda falta empreendedorismo à TI brasileira. O mercado interno é muito confortável, tem crescido de forma sustentável no cenário interno e por uma série de razões não olhou para o mercado externo. Para vender no exterior é preciso ‘ralar’”, completou Gil.
Em três dias de evento, mais de 75 reuniões de negócios entre patrocinadores e clientes foram realizadas e mais de 30 entrevistas com jornalistas internacionais foram feitas. Tudo isso, para que os convidados internacionais pudessem sentir a importância e a grandiosidade do evento e pudessem ver de perto o potencial brasileiro e as vantagens de se investir no país. "Precisamos mostrar competência e trabalhar em como melhorar a competitividade. Esse evento é apenas o primeiro passo de um extenso trabalho”, disse Gil.
Mas os esforços de convencimento já começaram a surtir efeitos. Muitos dos participantes disseram acreditar que o mercado tende a definir contratos baseado nas relações culturais, o que deixa o Brasil em vantagem com relação aos seus principais concorrentes. Também ressaltaram que, o fato dos salários serem mais altos, acaba contribuindo com a qualidade e experiência dos profissionais – o que na entrega final, é vantajoso.
Além do crescimento real do mercado interno brasileiro, a primeira vista, parece que o momento também é favorável para que o Brasil alcance uma fatia ainda maior no mercado global. O país saiu da estaca zero há cerca de cinco anos em matéria de exportação de softwares e serviços e, no ano passado, exportou US$ 3 bilhões – a expectativa de US$ 3,5 bilhões para este ano se mantém. Em termos de volume, a Brasscom reconhece que ainda é um número pequeno, tendo em vista que o mercado global de exportação de software e serviços atingirá US$ 101 bilhões em 2010, dos quais US$ 60 bilhões deverão ser “abocanhados” pela Índia. “Apesar de modesta, a participação brasileira tem crescido significativamente e a um ritmo bastante acelerado. O potencial do país é enorme”, disse Ricardo Asse, diretor de Marketing e Mercados Internacionais da Brasscom.
A vinda dos executivos ao Brasil e a realização da conferência faz parte do projeto de promoção de exportações e investimentos em TI que a Brasscom executa em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e contou com o apoio dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e de Ciência e Tecnologia, e tem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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