A prova do fuso horário


O Brasil, claramente, se beneficia de sua posição geográfica para atrair desenvolvimento de software e serviços de TI. Esta foi a síntese de um estudo inédito no País feito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Intitulado “O fuso-horário realmente importa para o Brasil? – Um Estudo sobre a indústria brasileira de TI” (Em inglês: Does Time Zone Proximity Matter for Brazil? A Study of the Brazilian I.T. Industry) o estudo foi realizado em parceria com o professor Erran Carmel – especialista em globalização de TI, da American University. “Quase 100% dos clientes de Tecnologia da Informação do Brasil possuem sobreposição de fuso horário com seu país de origem e isso é uma conveniência para ambos os lados”, afirma Rafael Prikladnicki, Coordenador de Gestão de Projetos da Agência de Gestão Tecnológica (AGN) e professor da Faculdade de Informática (FACIN) da PUCRS.

Segundo Prikladnicki, esta sobreposição facilita uma comunicação síncrona e ajuda a criar relações mais próximas entre os brasileiros e seus clientes estrangeiros. “Na relação entre os Estados Unidos e países da Ásia, por exemplo, a simples atividade de marcar uma reunião pode se tornar onerosa e pode, rapidamente, se transformar em atrasos devido à comunicação inconstante”, diz.

Segundo o estudo, 38% das empresas brasileiras utilizam a proximidade de fuso-horário como uma vantagem no seu material de divulgação. “O mercado indiano de TI tem se posicionado como um país ideal em termos de fuso horário, na base da idéia de que “nós trabalhamos enquanto você está dormindo”. Já a indústria brasileira de TI, para se diferenciar da Índia, passou a focalizar a seguinte idéia: “somos acessíveis e mais fáceis para trabalhar, pois trabalhamos enquanto você trabalha”, resume Prikladnicki.

O relatório completo do estudo pode ser encontrado no link: http://ssrn.com/abstract=1647305