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É hora de avançar
A indústria brasileira de software e serviços de Tecnologia da Informação emprega, diretamente, mais de 600 mil pessoas e paga salários que são o dobro da média nacional. O oitavo maior mercado interno de TI do mundo é o brasileiro, que faturou cerca US$ 60 bilhões, e exportou US$ 3 bilhões em 2009. TI é hoje a base sobre a qual fluem os serviços e os negócios da economia moderna. O Brasil tem dados passos largos rumo ao mercado global e a indústria nacional tem crescido a uma velocidade surpreendente, mas ainda insuficiente perto do que poderá se tornar.
Para promover esse desejado crescimento sustentável e aproximar a indústria do governo, em uma iniciativa inédita, as associações que representam a indústria brasileira de TI (Brasscom, Abes, Assespro, Fenainfo, Softex e Sucesu) se reuniram para escrever um documento que deve guiar os passos do setor nos próximos anos. Já pensando no novo cenário que começará a se construir após as eleições de outubro, o documento defende os interesses do setor, reivindica mudanças, faz propostas e mostra aos candidatos – em níveis federal e estadual – o potencial estratégico indústria de TI para a economia e o desenvolvimento do país.
Em linhas gerais, o setor propõe ao governo e aos candidatos à Presidência da República e aos Governos de Estado um pacto para tornar o Brasil líder em TI entre os países emergentes. Com medidas audaciosas, as entidades recomendam esforços conjuntos para aumentar em, pelo menos, 50 % a participação de TI no PIB, elevando-a dos atuais 3,5% para 5,3% em 2020. Sugerem ainda elevar as vendas externas de software e serviços de TI para US$ 20 bilhões no mesmo período, gerando mais 300 mil postos de trabalho. Entre mercados interno e externo, a perspectiva é multiplicar por dois o número de pessoas que atuam na indústria de TI no Brasil, chegando a cerca de 1,4 milhão de postos de trabalho.
Em contrapartida, o setor propõe ao governo medidas que o tornem mais competitivo. A desoneração dos encargos que incidem sobre folha de salários da empresa, mudando a base de tributação em folha das empresas para um percentual do faturamento, é a medida mais urgente – que impacta diretamente no “custo Brasil”. Contar com o empenho do governo para que o Congresso aprove uma Lei que dê amparo e segurança jurídica aos processos de terceirização é outro ponto importante, e fundamental. Além disso, o estímulo à inovação para incentivar a criação de soluções de mais alto valor e reforma dos mecanismos de compra governamental, para valorizar a técnica, são outros pontos que devem ser revistos.
O documento foi entregue aos candidatos na semana passada e o trabalho conjunto entre as entidades setoriais ainda irá continuar. A indústria se comprometeu e está pronta para vencer os desafios à frente. Para que as metas sejam atingidas, cabe ao governo cumprir a sua parte. Com esse pacto, o Brasil será um dos protagonistas mundiais em TI.
Antonio Gil

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Brasscom promove TI na Fórmula Indy
A Brasscom e duas de suas empresas associadas compareceram à corrida da Fórmula Indy-2010 de Chicago, que aconteceu em 29 de agosto. A participação no evento faz parte da estratégia de reforçar a imagem do Brasil como exportador de serviços de TI e está incluída no esforço promocional da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que apóia o comércio exterior brasileiro. O objetivo é transformar o camarote brasileiro em um ponto de encontro entre executivos de empresas brasileiros de todos os setores da indústria e clientes e agentes internacionais, convidados pelas empresas participantes.
Para o presidente da Brasscom, Antonio Gil, a presença nesse tipo evento é estratégica, pois permite estreitar o contato com grandes empresas internacionais e apresentar as vantagens da contratação dos serviços brasileiros de TI. “Na edição Fórmula Indy de Chicago, contatamos, principalmente, executivos americanos e canadenses e tivemos a oportunidade de mostrar-lhes que o Brasil é um país excelente como pólo de serviços de TI”, diz. “Nós estamos muito mais próximos da América do Norte do que os países que participam do mercado de outsourcing de TI habitualmente. Operamos quase no mesmo fuso horário dos Estados Unidos e do Canadá e, além disso, temos cultura ocidental e expertise em TI. O Brasil é muito competitivo e tem grande potencial. O mundo precisa saber disso”.
Segundo o vice-presidente da Ci&T, Leonardo Mattiazzi, a participação da empresa na Fórmula Indy é uma das estratégias da companhia para gerar oportunidades de exportação. “Buscamos o relacionamento e a fidelização. O evento funciona como um excelente momento para se criar laços com executivos, o que acaba ajudando na relação comercial, apesar de não ser uma venda direta”.
Marco Stefanini, fundador e presidente da Stefanini IT Solutions, acredita que o Brasil ainda tem um longo caminho a ser trilhado para conseguir ser reconhecido como um importante provedor de TI nos patamares desejados, mas eventos como este é um caminho interessante para mostrar o potencial brasileiro. “Já demos passos muito importantes. Há menos de seis anos, o Brasil nem mesmo era considerado como fornecedor de TI e hoje já somos reconhecidos como um país especializado em determinados mercados, como o financeiro. Graças ao esforço conjunto de empresários, governo e associações, nossa meta é elevar ainda mais as exportações de software e serviços de TI, e o trabalho da APEX, especialmente nesse ano, ao promover eventos para divulgar os diferenciais no nosso país, tem sido de grande importância. Transformar o Brasil no que queremos é uma meta ambiciosa, mas realizável se observamos todas as nossas conquistas dos últimos anos”.

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Entidades se unem a favor do setor de TI

Uma coletiva de imprensa realizada no último dia 25 de agosto, em São Paulo, marcou a união das entidades representativas da indústria brasileira de Tecnologia da Informação, em prol do fortalecimento e desenvolvimento do setor. Em parceria, Brasscom, Abes, Assespro, Fenainfo, Softex e Sucesu, formularam um conjunto de propostas ao governo e aos candidatos a postos executivos e legislativos em níveis federal e estadual, com o objetivo de mostrar o que o setor de TI tem a oferecer à economia nacional e pleitear medidas que favoreçam o crescimento das indústrias de software e serviços de TI. “Pela primeira vez, todas as associações se juntaram para produzir um documento. Estamos falando de uma indústria que permeia todas as atividades da sociedade e, por isso, deve ser reconhecida como estratégica para o crescimento do país”, disse Antonio Gil, presidente da Brasscom.
Com cerca de seis páginas, o documento apresenta propostas que, além de apoiarem a indústria de TI, visam estabelecer projetos que contribuam com o desenvolvimento tecnológico nacional, com a maciça geração de empregos e com a inserção competitiva do Brasil no mercado internacional. “Este documento foi desenvolvido a 12 mãos e representa um consenso da indústria. Nós podemos dobrar o mercado brasileiro de TI em 10 anos, mas somente os nossos esforços não são suficientes. Precisamos que o governo também cumpra com o que está sendo proposto”, disse Gerson Schmitt, presidente da Abes.
Dentre os assuntos abordados, estão ações que precisam ser tomadas nos campos tributário, de compras do governo e fomento da indústria, exportações, e formação de mão-de-obra. As metas são audaciosas, mas os atuais números do setor confirmam que são totalmente possíveis de serem alcançadas: como o setor cresce acima do dobro da expansão do PIB, o objetivo é ampliar o peso de TI sobre o PIB em, pelo menos, 50% nos próximos dez anos, dos atuais 3,5% para 5,3%. Neste mesmo período, o mercado brasileiro de TI saltará de 8º para o 4º maior do mundo e o valor das exportações de serviços de TI deverá subir dos US$ 3 bilhões alcançados em 2009 para US$ 20 bilhões em 2020, o que resultará na contratação de 300 mil profissionais apenas para prestar serviços internacionais, sendo que outros 450 mil profissionais serão necessários para suprir a demanda interna.

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R$ 500 mi da Finep para inovação
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), lançou em agosto, o edital nacional de subvenção econômica 2010, no valor de R$ 500 milhões. Os recursos deverão apoiar projetos de inovação desenvolvidos por empresas brasileiras em seis áreas estratégicas: tecnologias da informação e comunicação, energia, biotecnologia, saúde, defesa, e desenvolvimento social. TIC, serão contemplados projetos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016, além de dispositivos e sistemas inovadores para comunicações de alta velocidade, capazes de fomentar as ações do Plano Nacional de Banda Larga.
Segundo Antonio Gil, presidente da Brasscom, apesar de a Finep ter prometido disponibilizar 40% de seu orçamento às pequenas e microempresas, as grandes e médias também terão grandes chances de receberem parte do financiamento. “Esta é uma excelente oportunidade para as empresas de TI aperfeiçoarem seus projetos e já começarem a trabalhar para os grandes eventos dos próximos anos. Com absoluta certeza, eles trarão muitas oportunidades para as empresas baseadas no Brasil”, diz.
O menor valor a ser solicitado é R$ 500 mil, podendo o financiamento chegar ao valor máximo de R$ 10 milhões. Poderão concorrer aos recursos empresas de qualquer porte, individualmente ou em associação com outras empresas, sendo que a companhia que tiver seu projeto aprovado também precisará investir recursos próprios no desenvolvimento da pesquisa. Essa contrapartida poderá variar de 10% a 200% do valor do financiamento, dependendo do porte da empresa. Os interessados devem preencher o formulário eletrônico, no site da Finep, até o dia 7 de outubro.

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Brasil IT+ vai a Orlando
A Brasscom participará, entre os dias 14 e 16 de setembro, do Gartner Outsourcing & Vendor Management Summit, que acontecerá em Orlando, nos EUA. Em parceria com a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e com o apoio da Apex-Brasil, a entidade levará a marca setorial Brasil IT+ para este que é um dos maiores eventos da indústria de TI no mundo. “Os esforços conjuntos entre duas entidades setoriais e a Apex-Brasil nos permitirão dar mais ênfase ao enorme potencial do mercado brasileiro”, diz Sergio Pessoa, diretor de Marketing da Brasscom nos Estados Unidos.
Em sua oitava edição, o evento estará totalmente focado no desenvolvimento de negócios e relacionamentos comerciais. Este ano, sete empresas comporão a delegação brasileira, sendo que duas delas terão um estande próprio. “Somos os principais patrocinadores da conferência e isso também mostra a credibilidade e o interesse do Brasil em se posicionar como um player estratégico”, diz Pessoa. Como parte dos benefícios da iniciativa, os executivos brasileiros terão reuniões individuais com potenciais clientes, escolhidos de acordo com os interesses das empresas. Também participarão de sessões interativas, palestras e encontros coletivos estruturados, com potenciais compradores presentes no evento.
O encontro será realizado no Gaylord Palms Resort, reunirá cerca de 600 executivos envolvidos com gestão de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), além de analistas do Gartner Group.

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